segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O significado do Natal



Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você.

Para onde vão todos?
Os shoppings estão lotados...
Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho...
Há uma correria generalizada...

Alimentos e bebidas são armazenados...
E os presentes, então? São tantos a providenciar.
Entendo que você tenha pouco tempo.
Mas, qual é o motivo dessa correria?

Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...

Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...

Mais carinho...
Mais compaixão...
Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por mero interesse...

Que há abraços frios e calculistas...
Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?

Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.

Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...

E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante...

Natal é fraternidade...

E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz.

Mas o Natal também é união...

E a vida sem união é como um barco furado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim.

E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...

E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo.

Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.

Enfim, a vida sem amor... Bem, a vida sem amor é mera ilusão.

Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...

Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...


Momento Espírita

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fim de ano: final de ciclo...



O tempo é o mestre dos eventos, das oportunidades, da hora de agir e de acontecer. O tempo gera a oportunidade de crescer e aprender. Cada vez que surge a chance diante de seus olhos, não permita que a indolência ou a falta de vontade interfira na hora final de acordar para um evento de suma importância da vida.

O ciclo é regido pelo universo, tem começo, meio e fim, desenvolve as idéias, cresce as metas, mas somente concretiza os sonhos aqueles que percorrem caminhos de mãos dadas com seu semelhante, ajudam o outro a andar e permanecer de pé.

Caminhe no decorrer do ano aplaudindo as oportunidades e nunca lastimando a forma que elas aparecem. Agradeça a saúde que convive com você e jamais procure sensações, perigos ou aventuras que destruam aos poucos ou de vez a beleza interna da alma, que é a alegria e a saúde física.

Alimente a gratidão e a fé a cada dia que passa em relação à força divina, à força familiar, a todos que de uma forma participaram de sua vida para encantar o que existe de melhor em você.

Final do ano, fim de ciclo, novos objetivos...

Sinta, nas suas escolhas, se realmente tem o sonho no fundo de sua alma. Se for positivo, a vida vai emprestar pessoas, lugares, situações, conhecimentos, livros, aprendizado para seguir este caminho e chegar ao fim do ano sentindo que aproveitou o máximo e os resultados foram nota dez. No entanto, se partiu pro egoísmo e não levou em conta o quanto pessoas foram pisadas e humilhadas, quantos foram deixados sem uma palavra de conforto e assim permitiu que outros fizessem o mesmo que você e ainda feliz se aliou a estas pessoas, com certeza as escolhas foram erradas, desviaram de sua meta de vida, afastaram o brilho do seu destino. A vida, sábia e mestre, bloqueou seus caminhos e fechou as portas, pois é hora de acordar, conferir, mudar e, finalmente, acertar, começar de novo e seguir no caminho do amor e da confiança, no caminho da estrela que cada um tem alojada dentro de seu coração, basta acionar o botão e deixar que o brilho permanente seja cada vez mais forte.

Hoje é o fim do ano, final do ciclo, vamos brindar com champanhe e enviar saúde, paz, amor, a todos do Planeta Terra... Felicidade é encerrar o ciclo emanando e recebendo sorrisos e aplausos. Mas, se você não atingiu este estágio, não se lastime. Na próxima hora, no próximo dia, o caminho estará livre e você, de braços abertos, vai perceber que a vida confere a todos a chance de sentir o conforto da vitória, a paz de espírito, quando o caminho, ao fim do ano, estará iluminado e ao lado de flores perfumadas abraçará cada um com um sorriso, com amor, com gratidão...

"Que Deus, ao fim deste ciclo, espalhe o aroma da afetividade e do respeito em cada ser vivo que estenda suas mãos pedindo sua proteção, iluminação em direção ao rumo certo da vida. Que assim seja em todos os lares deste planeta-casa".

Texto da mestre em energias terapêuticas-kabbalah Miriam Zelikowski

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eternidade



O que eu tenho não me pertence
Embora faça parte de mim.
Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo criador, para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida.

Ninguém cruza nosso caminho
Por acaso e nós não entramos na
Vida de alguém sem nenhuma razão.
Há muito o que dar e o que receber. Há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas.

É isso... Tente ver as coisas negativas que acontecem com você como algo que acontece por uma razão precisa.
E não se lamente pelo ocorrido. Além de não servir de nada reclamar, isso vai lhe vendar os olhos para continuar seu caminho.

Dê de você mesmo o quanto puder! Quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui.

Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo, nunca negue uma ajuda ao seu alcance.
Perdoe e dê de você mesmo.
Seja uma benção!

Deus não vem em pessoa para abençoar.
Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão.
Todos nós podemos ser anjos.

A eternidade está nas mãos de
Todos nós. Viva de maneira que, quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de encontrá-lo!!!

Chico Xavier

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vocabulário da vida



Adeus:
É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo:
É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo:
É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade:
É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Ciúme:
É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Lágrima:
É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Mágoa:
É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar

Netos:
É quando deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Orgulho:
É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Perdão:
É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.

Pessimismo:
É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Paz:
É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Raiva:
É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Simplicidade:
É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Saudade:
É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.

Sexo:
É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Solidão:
É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Ternura:
É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Sinceridade:
É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Trecho do livro "O Homem que Veio da Sombra" (Luiz Gonzaga Pinheiro)

domingo, 15 de novembro de 2009

O tempo passa...



Com certeza, você já deve ter pensado na ação do tempo. Se você ainda é muito jovem não deve ter sofrido por isso, mas se você já tem uma certa idade já deve ter pensado nas suas experiências de vida, nas frustrações que enfrentou e naquilo que deixou de fazer. Isso é natural. Porém se você tem mais idade, já teve seus filhos, já se casou, já perdeu o emprego e arrumou outro, já descobriu o que consegue fazer dar certo e como pode errar. Com certeza, pensar no tempo e na sua inexorável passagem pode estar sendo algo assustador, difícil porque quase sempre as pessoas se culpam da infelicidade que enfrentaram.

Depois que a vida passa, todo mundo pode pensar no que deveria ter feito e não fez, no amor que deveria ter vivido e não viveu, no curso que deveria ter feito e largou por motivos que hoje nem se justificam. Mas já que não mudamos o passado, devemos olhar com coragem quais as atitudes no presente que podemos fazer diferente.

Infelizmente, percebo em meus atendimentos que muita gente ainda sofre tentando agradar às pessoas. Claro que sou a favor da gentileza, do afeto e de relações amorosas e cuidadosas com as pessoas, mas mesmo agindo assim, precisamos nos colocar, nos amar e perceber o que nos agrada e o que nos machuca.

Colocar limites é um dos passos mais importantes para alguém ser feliz. Se você ainda não sabe direito como fazer isso, tente se dedicar a esse aprendizado. Aprender a dizer não é tão ou mais importante do que dizer sim. Porque, dizer não exige de você uma força interna e uma coerência com tudo o que cerca o seu caminho. Dizer não deve ser também um exercício de amor e compreensão, sem ofender e sem magoar. Porque a vida passa e se você ficar guardando suas impressões esperando as mudanças externas sem interagir, sem se colocar corre o risco de se frustrar.

O tempo passa para todas as pessoas e, nessa passagem, uma outra atitude importante é permitir as mudanças e não ter medo dos novos cenários que a vida apresenta. Os filhos crescem, casam , vão embora, você se aposenta, muda de emprego, tem em um momento ou outro que enfrentar uma doença... Tudo isso é natural, tudo isso faz parte da sua caminhada. Assim amigo leitor mergulhe no que de fato é importante e valorize o que de fato tem valor.
Quantos de nós se acham insubstituíveis numa função, num trabalho, num casamento e depois descobrem que não são mais?

De novo foi o tempo que passou, que fez suas alterações, que nos envelheceu. E assim sendo, que levemos no face não apenas as rugas mas as impressões daquilo que a vida causou e para isso é preciso sempre tentar entender o que há por trás das atitudes das pessoas, e das nossas próprias ações. Para isso você precisa ter coragem de mergulhar em si mesmo, coragem de admitir seus erros, coragem de pedir perdão quando necessário, coragem de ser você mesmo, coragem de aprender com o tempo e com suas lições.
Reconhecer a passagem do tempo todos podemos, reconhecer que mudamos aprendemos, perdoamos apenas algumas pessoas.

O tempo passa para nos ensinar, para que tenhamos mais uma vez nessa escola da vida a oportunidade de crescer espiritualmente e viver melhor, porque a verdadeira espiritualidade se vê nas atitudes de uma pessoa que sabe ser alguém do bem, apesar dos desafios e dos problemas.

Maria Silvia Orlovas

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Paciência



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria
gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que
lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava
demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a
cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem
sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem
tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética
dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer
chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia
vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...

SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...

Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 27 de outubro de 2009

E agora, o amor acabou!



Vivemos constantemente em busca de alguém que nos ame, nos escute e nos faça sentirmos importantes, independentemente da beleza física. Muitas vezes essa procura é longa, mas um dia finalmente você encontra AQUELA pessoa, alguém que faça você se sentir no topo do mundo. É parte natural do processo de desenvolvimento humano ir mudando de opinião, interesse e ritmo no decorrer da vida, e para que um relacionamento permaneça inabalável, é ideal que as duas pessoas mudem junto.

Com o passar do tempo e da convivência percebemos que já não caminhamos mais lado a lado, e sim estamos indo em direção oposta um ao outro.

Chega então o dia em que o homem ou a mulher (quando não os dois) sente apenas um carinho pela outra pessoa, e não mais aquele fogo, aquela paixão arrebatadora. Fica o carinho e o respeito.

A partir desse momento, essa pessoa começa a sentir o irreversível desejo de se apaixonar novamente. De sentir um frio na barriga, de suar frio, de tremer quando se aproxima da pessoa desejada.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente. (Martha Medeiros)

Aí então somos atingidos por uma tempestade de pensamentos negativos e todos os nossos traumas, inseguranças e sentimentos de solidão e de abandono que há tempos estavam esquecidos voltam a nos assombrar como fantasmas, fazendo o passado voltar a ser presente.

Quando agimos com humildade, e percebemos que aquela pessoa já não cabe mais na nossa vida (ou nós na dela), começamos a pensar que já estamos velhos demais para iniciar uma nova busca, que já não somos mais tão atraentes, que vai ser difícil alguém me aceitar como sou, e acabamos ficando estagnados, com medo de não encontrarmos outra pessoa e passarmos a vida inteira sozinhos, na mais completa solidão.

Mas não é pior o sentimento de estar sozinho tendo alguém do seu lado? Todos nós na vida temos o direito à felicidade de estar com uma pessoa que nos completa e nos faz sentir importante.

Se um amor chegou ao fim, cabe aos dois seguirem suas vidas, cada um para o seu lado, e começarem a jornada em busca da felicidade. Nunca é tarde para encontrar o amor, a vida dos dá todas as oportunidades de seguir em frente, de cabeça erguida em busca daquilo que queremos.

Claro que nem sempre é fácil uma separação, mas se a angústia e o sofrimento deram lugar ao amor, porque continuar? Mesmo que seja muito complicado o processo de separação, talvez este seja o passo principal para que ambos possam começar a ter aquela velha alegria de volta. Fomos feitos para amar e ser feliz e para isso que devemos viver, buscando o melhor para a nossa vida, sempre.

Lembrando que sempre é hora de ser feliz, nunca, mas nunca é tarde demais. Temos sempre um novo dia pela frente, e devemos vivê-lo da melhor maneira possível.

Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim... E que valeu a pena (Mario Quintana)

Tão bom quanto morrer de amor, é continuar vivendo. (Mario Quintana)

Milena Lhano