segunda-feira, 27 de junho de 2011

Humildade

Virtude, força, caráter: Estes são o primeiro degrau para um rumo certo. Quem trata a vida com arrogância e manipula o orgulho sem medidas, arrasta a vaidade e o egoísmo para o fundo de um buraco negro, aonde a luz é impenetrável e a benção se torna impossível.

Aprender a ser humilde é viver sem fronteiras, sem preconceitos, mas sempre com respeito, com consideração ao valor do outro. Isto é, respeito ao ser humano com restrições na saúde física, saúde mental, saúde emocional, saúde espiritual. Respeito aos animais, que indefesos nada fizeram para prejudicar, apenas pedem para viver. Respeito às florestas e todas as flores que emanam perfumes que pedem para viver.

 Respeito aos oceanos que, senhores do planeta, tem seus recursos abundantes, pedem para manter a vida aquática. Respeito ao ar que mantém a vida, e deve ser preservado, pois todo o magnetismo que rege o planeta Terra reage àquele que com o dedo impõe sua conduta, com a língua manifesta sua grandeza, com a mão desfaz o que é certo, com os pés risca caminhos e provoca amargura, decepção e desrespeito.

Aprenda a ser humilde descendo de um degrau alto para receber qualquer ser vivo com respeito, amor e dignidade. Em contrapartida, seja humilde para receber de um Grande, a luz, a sabedoria, a ciência da vida, o valor que ninguém pode desacreditar. Sem humildade somos corpo sem vida, alma sem propósito, mente perturbada, razão sem resultado, somos e seremos luzes apagadas.

Abra seu coração, amplie sua mente, expanda sua consciência, libere sua energia com o primeiro passo no rumo certo na vida: humildade.

 Miriam Zelikowski 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aprender a conviver

Durante a era glacial muitos animais morriam por causa do frio.
 
Os porcos-espinho, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por causa disso, decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados.

Então, precisavam fazer uma escolha: desaparecer da face da Terra ou aceitar os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram ficar juntos para se agasalharem e sobreviver.

Aprenderam a conviver com as feridas que a relação com outras pessoas podem causar, e que o mais importante é aceitar o que o outro "pode" oferecer.

Portanto, precisamos entender que o melhor relacionamento, não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.

Autor desconhecido


terça-feira, 14 de junho de 2011

Ser como cachorro

Se um cão fosse seu professor... Você aprenderia coisas assim:
Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.

Nunca perca uma oportunidade de ir passear de carro.
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.

Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
Corra, pule e brinque todos os dias.

Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.

Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.

Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado... volte e faça as pazes novamente.
Aproveite o prazer de uma longa caminhada. Se alimente com gosto e entusiasmo.
Coma só o suficiente.
Seja leal.

Nunca pretenda ser o que você não é.
Se você quer se deitar embaixo da terra, cave fundo até conseguir.

E o mais importante de tudo... Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar. A amizade verdadeira não aceita imitações!

Autor desconhecido

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Você tem valor!

Você veio a este mundo repleto de valor.
 
Quando Deus nos criou, viu que isso era "muito bom". Você é a coisa mais interessante que Deus já criou. Você tem mais potencial do que qualquer outra criatura que Deus tenha feito.

Você pode não ter atingido ainda o seu potencial ou realizado as suas possibilidades, mas isso não diminui o seu valor. Durante toda sua vida, você terá um valor inerente como pessoa.

Na vida fazemos muitos julgamentos. Fazemos julgamentos sobre o que vestir, o que comer, aonde ir, que carreiras seguir e quem escolher para amigos, mas nenhum julgamento é tão importante como o que fazemos sobre nós mesmos.

Este único julgamento influencia tudo o que fazemos, afetando as nossas atitudes quanto à vida. Este julgamento se torna o catalisador que inicia e enriquece nossos relacionamentos. O relacionamento que temos com nós mesmos é o mais importante que teremos. As melhores coisas da vida vêm para aqueles que apreciam a si mesmos.

Algumas pessoas têm dificuldade em acreditar que sucesso, ou grandeza ou valor, podem acontecer nas suas vidas, ou nas vidas daquelas que estão ao seu redor.

Grandeza e sucesso emergem de pessoas que começam a aceitar a si mesmas e as habilidades que lhes foram dadas por Deus.

Você não pode fazer tudo, mas lembre que você pode fazer algo: "Eu sou apenas um, mas ainda sou um. Não posso fazer tudo,mas ainda posso fazer algo; e porque não posso fazer tudo, não recusarei fazer algo que posso fazer".

Você é alguém especial. Aceite isso. Celebre isso. Esse é o início de uma vida de sucesso.

Autor desconhecido

sábado, 4 de junho de 2011

Luto


Primeiro, não queremos perder.
É lógico não querer perder.
Não deveríamos ter de perder nada:
Nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.
Mas a realidade é outra:
Experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.

Segundo:
Perder dói mesmo.
Não há como não sofrer.
É tolice dizer não sofra, não chore.
A dor é importante.
O luto também.

Terceiro:
Precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.
A força decisiva terá que vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.
Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.

A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.
Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.

Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir, e esgotar, a dor.
O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada, seu fogo queimando nossas ultimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.

Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ele gostaria que eu vivesse:
Bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.

Lya Luft

OBS: Texto dedicado ao meu tio Sidney Alexander Burnett

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ainda há tempo

Há tempo de rever velhos conceitos que carregamos durante décadas e não nos damos conta de que já estão ultrapassados.

Ainda há tempo de terminarmos aquele curso que interrompemos, por falta de dinheiro ou de paciência ou porque alguém nos disse que não deveríamos fazê-lo.

Ainda há tempo de parar de fumar, de fazer exercício e de aprender a nadar.
Ainda há tempo de olhar para a vida sob outra ótica e melhorarmos a sua qualidade, deixando de lado as preocupações que nos atormentam na hora de dormir.

Ainda há tempo de ensinarmos nosso filho a andar de bicicleta e a jogar xadrez, de contarmos histórias, tempo de escutarmos os mais velhos.

Ainda há tempo de amar, de chorar, gargalhar, de sair na chuva sem culpa por chegar molhado e sem medo do resfriado.

Ainda há tempo de comprar um cachorro, de ouvir Jimmy Hendrix e de tomar um cuba-libre; tempo de sentar na calçada e atravessar a madrugada sem pensar em nada.

Ainda há tempo de escrever um livro, de fazer uma horta e de comer jabuticaba do pé; tempo de cantar no chuveiro e assistir uma ópera.

Ainda há tempo de acreditar em Deus e de entender os judeus; tempo de rezar por um ente querido que se foi, de pedir perdão, de abrir o coração e reconhecer que erramos.

Ainda há tempo de saltar de pára-quedas, de voar de asa-delta, de fazer serenata, de namorar e beijar na boca.

Ainda há tempo para ser poeta, de estudar filosofia e conhecer a Vila Madalena; tempo de ir com a amada comer feijoada e trocar confidências.

Ainda há tempo de comprar uma moto, de fazer rapel ou andar de jipe; tempo de ter dezoito ou noventa anos com saúde e honestidade.

Ainda há tempo de fazer um spaghetti, de abrir um vinho, comer pastel na feira e de encarar uma fila de banco no dia cinco de cada mês.

Ainda há tempo de tomar café no aeroporto de madrugada e de ler a manchete
fresquinha do jornal de domingo.

Ainda há tempo de limpar a gaiola do passarinho, de levar o cachorro pra passear e conversar com seu vizinho.

Ainda há tempo de sair mais cedo do escritório pra jogar boliche ou andar de kart.
Tempo de sair da janela e ir lá embaixo enfrentar o tráfego só pra chegar em casa mais cedo.
Ainda há tempo de dar o real valor a você e à sua vida.

Há tempo de saber que a vida é como uma roda em movimento ladeira abaixo. Se parar, ela irá cair; se não for dirigida ou contida, irá destruir quem encontrar em seu caminho.

Portanto o ainda não existe, tudo depende de nós e sempre haverá um tempo para a vida.

Nelson Sganzerla

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sua vida é um sonho? Física Quântica experimentada

  Uma das coisas que nos define a realidade como a conhecemos é a percepção da continuidade tempo e do espaço. Costumamos diferenciar o que é sonho do que é realidade quando estamos em estado de vigília.

A nossa lógica linear e percepção material, entre outras coisas, servem para que não nos percamos num universo quântico de possibilidades infinitas. Quando acordados localizamo-nos então no colapso da matéria como dizem os físicos quânticos e não em ondas de possibilidades como supostamente ocorre nos sonhos.

No universo da matéria, ou quando estamos acordados, a questão, a saber, é que absolutamente todos os cenários que vivenciamos dependem da decisão do olhar do observador. Este escolhe o que irá colapsar num evento material, ou seja, em um algo físico. Tanto as ondas, que pelo olhar do observador organizam-se em eventos prováveis, como o colapso do arranjo das ondas (pré-realidade material) faz parte de atitudes altamente criativas das nossas mentes/consciência.

Dentro dessa percepção, o consenso coletivo tem enorme responsabilidade para que a realidade física esteja como está. Mesmo que esta escolha seja sonambúlica ou inconsciente, ela esta a todo o momento acontecendo e é poderosa. Somos todos co-responsáveis pelos eventos da nossa realidade, bem como pelo estatus físico do planeta. Estamos mentalmente interligados num amplo processo criativo de manifestação.

Se você por acaso você não sabe o que quer, não esta nem aí para nada, ou mesmo se sente incomodo com os rumos das situações que presencia, é bem provável que seja mais uma consciência contaminada ajudando inconscientemente a fortalecer o colapso de algum sonho que não seu.

Reiterando, se você não estiver convicto e alinhado consigo mesmo, existe a chance quase certeira de você estar infeliz vivendo um desvio de seu percurso por falta de atenção. Pode ser que neste momento sua vida não faça o menor sentido a você apenas pela falta de capacidade de encontrar-se com o seu centro interior, pela a falta de conhecimento de como ler a si mesmo e acima de tudo de honrar-se.

Uma das metas existenciais evolutivas da humanidade é o desenvolvimento do controle deliberado das nossas vidas, ou seja, a consciência sobre o que a nossa unidade maior deseja manifestar. Jung chamou essa unidade maior de Self.

O que dá sentido as nossas existências é o assunto principal e primeiro que devemos encontrar. Assim que encontrado, fazer valer.

Evite, portanto, cometer enganos, pois os mais variados rumos de vida são desenfreadamente ofertados. Desde os que fazem algum sentido, aos que estão literalmente fora do rumo... Sedução e direcionamento sobre o importante a seguir não faltam. Dogmas religiosos, sociais, estratégias de marketing, enfim, tudo parece ser uma venda e/ou imposição sobre como você deveria experenciar a sua jornada terrena.

Muitos direcionamentos podem nos oferecer o verdadeiro sentido da existência, mas infelizmente não é sempre que isso ocorre. Como sabemos, existe muita imposição de metas e regras e por vezes fica difícil de discernir o entre o certo e o errado e pior, entre o que julgamos ser correto, mas que não é o certo para nós. Por outro lado, também há muita possibilidade solta por aí e que para um bom observador, independente, pode servir como ingredientes de um bolo a ser criado.

As mais diversas crises costumam ocorrer quando não estamos no caminho do coração. Insatisfações quando deflagradas promovem correção de metas e nessas ocasiões os cenários conhecidos costumam mudar de modo surpreendente. Por vezes assustador.

Parece como se estivéssemos num terremoto em que pessoas vão embora das nossas vidas, mudamos de casa, de país, de profissão, de parceiros, etc. Às vezes nos apegamos aos cacos para nos assegurarmos em algo conhecido retardando a vinda do novo que nos espera um passo a frente. Mesmo quando se almeja a manifestação do sentido maior, pode ser que a principio nada consigamos ver com clareza. Medo, dor e desespero frequentemente obscurecem a nova realidade que se desenha. Poucos são aqueles que entendem o processo com a mente aberta e otimismo, postura esta, mais alinhada com o verdadeiro principio criativo da mudança.

Os mais variados exemplos podem ser explanados. Desde pessoas que se seguraram evitando a transformação do que literalmente sofreram e ainda sofrem... Até as pessoas que se abriram para o novo e puderam passar pelo estranho caminho do não sei abrindo-se para que o sentido maior cruzasse com a sabedoria de sempre, os seus caminhos.

Não é simples e nem fácil essas jornadas de transformação e de resgate de si mesmo, mas invariavelmente, sempre que ocorrem deveriam ser vistas como chances divinas de resgate a alinhamento de propósitos.

Onde entram os sonhos nessa questão existencial? E afinal, para que e porque sonhamos? O que ocorre em nossas mentes, em nossos mundos interiores quando sonhamos? Como fica a percepção de realidade e porque quando estamos sonhando tudo tem uma lógica diferente da nossa daqui, mas no sonho possui sentido?

Quando sonhamos temos uma seqüência lógica guiada pelos nossos sentimentos. Todas as imagens que aparecem são definidas pelos sentimentos que estamos vivenciando. Resumindo, os cenários são reflexos das nossas atitudes mentais de encontro com o que sentimos e buscamos.

De acordo com Freud, os sonhos são a tentativa de solucionar conflitos em relação aos desejos não satisfeitos. Jung já observa que nos sonhos podemos entrar em contato com arquétipos universais em busca da nossa evolução. Outros teóricos definem os sonhos de outras maneiras. Penso que todas as explicações são validas e que todas dentro desta ordem de compreensão possuem algo em comum que é a experenciar de modos e maneiras diferentes tentativas de resolver questões existenciais. Fazemos isso vivenciando versões de realidades por intermédio dos nossos sonhos.

Pela visão da física quântica, os sonhos seriam a experimentação em ondas, das possibilidades a serem vivenciadas e materializadas aqui neste plano. Seriam o teste de realidades prováveis no intuito de facilitar o conhecimentos de nós mesmos e portanto, das nossas escolhas... Ou a vivencia, quem sabe, da nossa consciência em laminas de realidades, tão físicas quanto essas nossas, porém em outras dimensões.

Veja que de acordo com este preceito, um vidente pode ver algumas dessas ondas de possibilidade que estão mais próximas de se materializarem e a partir daí fazer a sua vidência como um fator concreto a ser colapsado, isso antes de ser efetivamente escolhido pelo observador para este intento.

Sonhos são versões de realidades onde nos representamos dentro de um simbolismo único e totalmente compreendido pelo sonhador no momento sonhado.

Existe muita especulação sobre a arte do sonhar. Existem os sonhos lúcidos, os sonhos compartilhados, os sonhos premonitórios, as experiências extrafisicas e por aí vai.
Creio que sempre que “sonhamos” estamos vivenciando realidades tão vividas como estas nossas.

Penso que nessas experimentações incluem-se nossos sonhos/vida daqui, ou seja, nossas experiências. Em resumo, estamos nos experimentando agora e sempre. Estarmos lúcidos, com ações deliberadas e sem medo de entrar em contato direto e responsável com o quanto podemos, parece ser a nossa questão maior. E enquanto isso não acontece continuamos na roda, pertencendo aos sonhos dos outros, acordando vez por outra em crise para retificar, na sorte de quando isso ocorre de fazemos bom uso desses momentos.

Silvia Malamud